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NO capitulo III

O hospital de San Vincent era o que ficava mais proximo de Ausbreyville. E perto era ironia. Ficava a cerca de 40km da vila, no coraçao da cidade insular de San Benito e San Vincent. Debbie tinha acabado de ter alta clinica. Ela ja sabia ha muitos anos que sofria de epilepsia. Ja fizera dezenas de exames, mas nenhum medico lhe sabia explicar a verdadeira causa dos ataques. Debbie conhecida de cor quando algo lhe ia acontecer: primeiro a cabeça começava a latejar, depois sentia dores e formigueiro nas extremidades dos dedos dos pés e das maos, pouco a pouco ia subindo uma nausea acompanhada de uma enxaqueca incontrolavel, seguiam-se depois imagens na sua cabeça, como se de um filme se tratasse, até atingir o auge, uma dor fortissima no peito e na cabeça, que a fazia perder a consciencia..... Quando acordara no chao da sua casa em Ausbreyville, Debbie compreendera imediatamente que tinha tido um ataque. Ha mais de 9 meses que tal nao lhe ocorria. Reunira pouco a pouco forças para se leva...

NO capitulo II

Debbie olhava o mar. Ali no promontorio de Ausbreyville, perto da casa que lhe coubera na herança da sua mae. A casa tinha mais de 80 anos. Pertencera a sua tia-avó Elizabeth, e passara depois para a sua avó Manderley, e mais tarde para a sua mae. E agora era de Debbie. Debbie tinha cerca dos seus 33 anos. Cabelo ruivo, olhar esquivo, feiçoes esbranquiçadas, usava sempre (ou quase sempre) jeans e gostava de vestir peças baratas, nunca se importando com marcas ou outro tipo de etiquetas. Como fotografa que era, Debbie procurava ver sempre as coisas de um prisma diferente. quando na herança da sua mae lhe coube a velha casa de Ausbreyville, ela nao pulou de contente, mas nao ficou tambem chateada por ter ficado sem o apartamento de sua mae, que calhou ao seu irmao mais velho, Junot. Ausbreyville tinha menos de 30 pessoas. Contaram-lhe que sempre fora uma vila pequena. Uma vila perdida, que vivia do mar e da agricultura. Debbie vivera sempre na capital. Mudar-se para Ausbreyville era algo...

Novela Online

A que quiser contribuir envie um mail para joaofilipefranco@gmail.com . Pode contribuir com um capitulo ou apenas um paragrafo.... I ''Querida Manderley, enquanto te escrevo esta carta a minha alma entrou numa angustia tremenda. Sei que isto pode parecer ridiculo, mas acho que estou a ser vigiada. Nao me perguntes porque, ou como, porque nao te saberei responder. E nao julgues tambem que isto é um delirio de uma recem-casada que nao tem nada, nem ninguem com quem conversar. Bem sabes que Ausbreyville fica ao lado de um promontorio, e que a nossa casa fica a mais de seiscentos passos da vila, mas nao é a solidao que me assusta. Ja passei por periodos bem piores, quando o Pierre teve tuberculose e fiquei aqui sozinha, com a companhia matinal da Tia Sarah, mas ficando as tardes e as noites aos cuidados de July, o meu pequeno gato de olhos verdes.... Pierre passa os dias na praia, corre pela praia, deita-se ao mar, buscando um sopro de criatividade para as suas telas. Depois que a ...