Existe um momento na vida em que nos afundamos. E a primeira regra do campo é - perante o buraco saltar. É ai que deixamos de saltar, pulamos directamente no charco, movemos nos, esbracejamos, gritamos, escondemo-nos, enfim....pulamos no silencio sepulcral. Fechado um capitulo da nossa historia, deixamos emergir o zombie, o golem. A partir dai a identidade dissipa-se. Tudo se torna estranhamente familiar e bizarro. A floresta acolhe-nos mas continuamos sem saber sair dela. O confronto que é o que precisamos para crescer, para ir adiante, é evitado, dissimulado, expurgado. Assim sendo remetemos-nos as eternas adolescencias do ser, do perceber, do filosofar, do inquirir, mas completamente perdidos do ser interior dentro de si. Deixamos a luz que tinhamos, que nos fazia caminhar e ter um rumo. E não saltamos porque temos medo. Medo que corra bem e medo que corra mal. E se correr bem....que farei com este velho fraco pouco confiante que levamos do nosso lado d...