Estou aqui e nao vejo as palmeiras bem em frente a mim. Nao vejo a marina, nem o mar, nem as pessoas que passam. Eu apenas vejo os meus anseios, as minhas tristezas, os meus medos, a minha solidão e este vazio. E sinto o vento, como um tempo que passa, e aqui permaneço neste banco só mesmo passando centenas de pessoas por mim. Quando aqui venho penso em como o pensar nos limita e nos encerra num cubiculo de uma jarra de expectativas. Procuramos qual folha de acetato preencher o mundo com esses desenhos, mas quer a realidade que o desenho se apague ficando apenas uma folha esborratada, como alguem que se perde num caminho sem tabuletas, nem letreiros nem direcções. Ficamos ai absurdos, nos desvaneios das camionetas e das salas de espera dos aviões, porque o real não procuramos apenas o esboço emocional que sonhamos encontrar... Lembramos o passado porque algures nos sentimos felizes, porque o passado é seguro Olhamos o futuro porque queremos tudo o que nao temos. E assim ...