quarta-feira, 25 de março de 2026

Olhar para dentro




 Olhe para a sua mente...

Quantos pensamentos desnecessários, quantos desejos, quanta necessidade de acumular, de ganhar mais e mais...
Por alguns instantes, olhe para a sua vida.
Se você interromper o que quer que esteja fazendo, o que será perdido?
Nada se ganha com o seu fazer.
De manhã à noite nos ocupamos com coisas triviais.
Então, no fim do dia, você fica cansado e vai dormir.
Na manhã seguinte está pronto para iniciar as mesmas coisas não-essenciais. É um círculo vicioso.
Mas você tem tanto medo de olhar a banalidade dessa vida que se mantém sempre de costas para ela.
Se a olhar, sentirá muita depressão, pensará: “O que estou fazendo?”
Se você perceber que a maioria das coisas que faz, se não tudo, é absolutamente inútil, seu ego estará perdido.
Seu ego precisa sentir-se importante, por isso você cria significados para as coisas triviais.
Você sente como se estivesse desempenhando grandes feitos para a família, para a humanidade, como se sem você, a existência fosse acabar.
Você tem que dar significado a tudo, porque por meio da significação seu ego é alimentado.
Na ignorância, tudo é não-essencial.
O que quer que seja feito, mesmo meditação, sua prece, sua ida ao templo: tudo é trivial.
Até mesmo sua prece não é mais profunda que a leitura de um jornal. Porque a questão não é a prece, é você – é a sua superficialidade. É o modo inconsciente como você realiza suas ações.
Mas se você tem profundidade, então cada momento, cada ação é um ato de profundidade.
Mas quando ela não existe, mesmo ir ao templo não faz nenhuma diferença. Você entra num templo como se estivesse entrando num hotel.
Você é o mesmo, nenhuma transformação...
Todos os seus problemas existem porque você está dividido, fragmentado, em desunião, em caos – não em harmonia.
O que é Zen? O que é Yoga? O que é meditação? Nada mais do que chegar à unidade.
Quando se vive na diversidade, os problemas são criados, porque mover-se em muitas direções simultaneamente torna-o dividido, impede sua união.
Tente perceber: um desejo o conduz para o norte, outro para o sul.
Uma parte da mente ama, a outra odeia.
Uma parte da mente quer acumular riquezas e a outra diz: “Isto é inútil, renuncie”.
Uma das mentes quer meditar, tornar-se profunda, silenciosa, e a outra diz: “Por que você está perdendo seu tempo?” Sentado como um tolo e os outros aproveitando a vida enquanto a minha se acaba.
Quando sua mente está dividida, você não pode nem orar nem meditar porque uma parte fica sempre contra. E mais cedo ou mais tarde ela vencerá.
Uma de suas partes ama uma mulher ou um homem e a outra odeia.
Assim todos os casamentos caminham para o divórcio.
A unidade é essencial. Se não há unidade a luta é constante.
Existem várias religiões, muitos caminhos, vários métodos, mas o ponto essencial é o mesmo: a unidade.
Seja qual for a escolha, seja um.
Se você puder ser infinitamente paciente, se tornará um.
Se você puder se render totalmente se tornará um.
Se você puder silenciar completamente, será um.
Se não houver pensamentos e você estiver em meditação, será um.
Se você rezar a Deus e a reza for intensa, a ponto de você não estar mais presente, a ponto de se dissolver nela, a unidade virá.
Se o meditador se transformar na meditação, se o observador se tornar a observação – de repente todas as ondas de ilusão desaparecerão.
Você será elevado a uma camada diferente, a um diferente plano do Ser.
Então, simplesmente flutue... Como nuvens brancas... Sem nenhum lugar pra ir... Sem querer alcançar nada...
Simplesmente desfrute esse momento de união com toda a existência... Em silêncio... Em profundo silêncio...

OSHO

terça-feira, 24 de março de 2026

Um mundo em chamas

 



“O mundo não está em crise por falta de tecnologia, mas por falta de consciência.''

OSHO


sábado, 8 de novembro de 2025




 Se Deus existe como me ensinaram — um pai perfeito —

porque é que me sinto órfão neste mundo?


terça-feira, 23 de setembro de 2025

Ce soir c'est une chanson d' automne
Dans la maison qui frissonne
Et je pense aux jours lointains



sábado, 9 de agosto de 2025

Caminho até a Serra do Socorro

 14km separam a minha casa do alto da Serra do Socorro.
Há muito tempo que queria ir até lá....se tinha feito 118km em 6 dias no Caminho de Santiago, porque não ir até lá?

Durante muito tempo protelei, procrastinei, custava levantar as 5h da manhã, pensar no retorno etc.
Mas há uns dois meses que tenho caminhado todos os dias, por isso senti-me mais preparado.
Um dia destes experimentei levantar as 5h40, consegui e fiz pequena caminhada.

Foi então hoje a prova de superação.
Serra do Socorro - a minha peregrinação, fisica, espiritual, religiosa e ao mesmo tempo nenhuma delas.

Levantei-me as 5h10, ainda me deixei estar uns minutos na ronha, depois ergui-me, lavei a cara, comi algo e lá sai de casa. 
Estava nevoeiro serrado, mas até era bom porque caminhar pela fresca sempre ajuda e eu sabia que o dia prometia calor á volta de 30 graus.

A Venda do Pinheiro parecia quase fantasmagórica aquela hora.




Avancei Asseiceira Grande, Roussada e finalmente cheguei ao meu primeiro checkpoint junto ao Manjar do Marquês. Tinha feito pouco mais de uma hora e aproveitei para comer uma peça de fruta e um rebuçado para ter energia.

A segunda etapa foi bem mais suave, ao contrário da primeira que tinha algumas subidas ingremes especialmente no final. Passei por muitos caminhos desérticos, com vistas de vinhas ao fundo... mas tudo ainda inundado de neblina e humidade. 








Num dia normal a Serra do Socorro seria vista a quilómetros de distancia...mas não hoje.
Cheguei perto da Enxara dos Cavaleiros onde era o fim da minha segunda etapa mas segui sem parar.
Finalmente atingi São Sebastião, aos pés da serra. Ai perguntei a distancia até ao alto do monte, um velhote disse que seriam 20 minutos no entanto o google maps dizia 40m. 




Acabei por levar 36 minutos. A distancia é muito curta, são apenas alguns quilometros, no entanto é sempre a pique. Ainda fiz uma parada para cumprimentar uns  burrinhos que andavam por ali a pastar.














As nuvens já começavam a se dissipar e podia observar a vista fantástica do alto da Serra do Socorro.
Aproveitei para descansar um pouco e apreciar a vista.

Senti-me muito feliz por finalmente ter conseguido atingir esse objectivo sem grande dificuldade. 

Depois começou a descida e nova saga porque obviamente que seria muito cansativo fazer novos 13km, então decidi ir até a Caneira Nova onde poderia apanhar autocarro de regresso a casa. 







Foram 7km bem suados mas muito gratificante - aldeias bonitas, casas muito brancas e arranjadas e claro extensos vinhais e campos de cultivo. 
Uma amiga minha telefonou entretanto e como vivia perto combinámos e trouxe-me para casa, poupando assim alguns euros.

Conclusão - 33381 passos, e uma manhã bem diferente. Sinto-me agora mais confiante para novas etapas e novos locais a explorar.




domingo, 3 de agosto de 2025

Reflexão de dias dolorosos



 ''Vejo-os passar.
  De mãos dadas, a rir, com planos para o jantar, para o futuro, para o fim de semana.

E eu fico aqui.
Na cadeira do café. No banco do shopping. No silêncio do quarto.
Com a sensação estranha de estar a ver a vida a acontecer… mas não para mim.

Não lhes desejo mal — pelo contrário.
A alegria deles até me comove.
Mas há qualquer coisa nessa alegria que me lembra tudo o que me falta.

Não é inveja. É ausência.
É o eco de um abraço que nunca veio.
É o espaço vazio ao lado na cama, no sofá, na vida.
É o nome que nunca foi dito com amor.

E então, mesmo quando sorrio por fora, o que me vem por dentro é esse pensamento:

“Como é que todos parecem saber viver… menos eu?”

Gostava de não sentir isto.
Gostava de olhar para eles e apenas sorrir.
Mas a verdade é que a alegria, a felicidade dos outros faz brilhar o meu próprio vazio com mais força.
E isso dói. Dói sem gritar. Dói sem se ver. Mas dói.''

Olhar para dentro

  Olhe para a sua mente... Quantos pensamentos desnecessários, quantos desejos, quanta necessidade de acumular, de ganhar mais e mais... Por...