sexta-feira, 2 de março de 2012

o louco



O guerreiro da luz conhece a importância de sua intuição.


No meio da batalha, ele não tem tempo para pensar nos golpes do inimigo - então usa seu instinto, e obedece ao seu anjo. Nos tempos de paz, ele decifra os sinais que Deus lhe envia.
As pessoas dizem: "está louco".
Ou então: "vive num mundo de fantasia".
Ou ainda:" como pode confiar em coisas que não tem lógica?"

Mas o guerreiro sabe que a intuição é o alfabeto de Deus, e continua escutando o vento e falando com as estrelas.

quinta-feira, 1 de março de 2012



RISCO


Maiores riscos podem atrair as maiores recompensas. Cada risco que corres
tanto pode ser a tua glória, como pode ser o teu fracasso. Depende de como
encaras esses riscos. Se avançares de fora para dentro, numa perspectiva
materialista do risco – do que ele te vai trazer –, se encarares o risco com
controlo, a rever antecipadamente todos os benefícios que daí advirão...

Se avançares com a mente embrenhada no resultado, naturalmente que nada
vai acontecer, visto que colocaste a tua energia não na acção em si, mas no
seu resultado. O foco está no futuro, portanto. Esse futuro não te pertence e
não gosta que o pressionem, que o prevejam, que o controlem. E como a tua
própria perspectiva em relação aos resultados é alta, quando a realidade piorar
os resultados, eventualmente irás desiludir-te.

Olhando por outro prisma. Quando arriscas porque tens uma grande
inspiração; quando realmente vem de dentro; quando estás no presente e
a vida te pede para que arrisques... Quando estás tão centrado que não
consegues conceber fugir do risco... Quando compreendes que a sociedade
em que vives e os homens que a compõem não devem viver nem mais um
minuto sem essa tua realização...

Quando, e apesar do risco não ser tão grande assim, tens vontade de arriscar,
por nós, povo do céu, para que cheguemos melhor às pessoas...Se o teu
arriscar abrir caminhos, iluminar almas, confortar corações, der sentido à vida,
emocionar as pessoas, e principalmente, te fizer feliz... Avança. Está na hora.
Tudo se conjuga e harmoniza. Arrisca. Sempre foram os bons e grandes riscos
que construíram as grandes pontes para o futuro.

Jesus 

Desterro

Resumir a minha vida nas ultimas semanas em poucas palavras : a vida a iluminar os nossos erros e o como estamos presos.

A minha mãe tem estado doente. Como sempre uma parte de mim, perante a doença imiscui-se na doença, buscando razões obscuras, e torturando-me com medos, medos e mais medos.
Doi, sim doi, pensar que podemos perder a unica familia viva, a pessoa mais importante.... E doi ainda mais quando percebemos que para progredirmos temos que fazer a dor doer mais.

Neste momento a minha viagem deixou de ser uma ideia.
Tornou-se um imperativo.

Nao olho para o passado neste momento em busca da culpa dos outros. Se tiverem culpa, ja estão perdoadas. Por vezes os seus fantasmas ecoam dentro de mim, dentro do meu ego. Sempre gostamos de responsabilizar os outros sem percebermos que nos lhes demos autoridade, que buscamos culpados, que fazemos isso para nos Desresponsabilizarmos.

As doenças, as finanças, o ainda nao, sao apenas desculpas para nos mantermos na zona de conforto, para continuarmos a espera....a espera da Cinderela, a espera dos nossos sonhos, a espera do euromilhoes.

Tudo lá fora.

E com isso tudo, traumas ou nao, mas escolhas ou nao,  passam-se muitos anos. Anos a sermos robots, a espera do dia em que acordaremos.
Passamos a saber como vai ser o dia do hoje, o dia de amanha, a semana.....e um dia a vida toda.
Substituímos a Insegurança, o risco e a vida por uma monotona tarde de domingo, seguros? sim, felizes ? nem por isso.......

Um dia terei que prestar contas á minha dor. E mais vale prestar contas a ela enquanto a dor me trouxer uma perda ligeira, um boa viagem, e nao um - ate sempre!

Só posso falar de mim.
Nao tenho moral, nem responsabilidade sobre a vida de ninguem.
Sei agora muito mais sobre mim, sobre estes adornos imaginativos que crio para prevenir a perda.
Tudo isto se prende em 3 termos - culpa, medo de perder, e ansiedade sobre o futuro.
E é tao facil para mim falar, tao facil escrever, mas tao dificil de VIVER esta dor.
Tao ardua a tarefa de desapegar de tudo.

De prescindir da segurança estupida do ego, deste sentimento de domingo a tarde....

Tao facil escrever, tao duro viver.






Retornei ao blog, porque sei que preciso escrever....
Porque sei que assim serei obrigado a todos os dias ver o que sinto, e a pressionar me a ir com o vento.
Porque ASSIM talvez eu me forçe a mim mesmo a partir, e deixar de sentir a vida como um infinito Domingo a tarde - ansioso, monotono, aborrecido, solitario mas Seguro.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fim de uma era

Acabei de apagar o Facebook permanentemente.
Cansado de falsos amigos, de coscuvilhice, da rotina, enfim.....um ponto final.
Tive 2 semanas complicadas, sem net, sem tv, problemas atras de problemas, otite com amigadalite que tem se remido com dificuldade, alem de  imensas outras coisas.

Agradeço os telefonemas, o apoio, o meu obrigado.

E desta forma encerro tambem este blog.

Que a minha proxima etapa seja muito mais feliz. Sejam felizes.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A musica de mestres o centro do Meu Ser

Quando oiço as musicas e tons de Gurdjieff a minha alma reencontra a terceira parte de si mesma - o misticismo. 
Mas não o misticismo comum, mas um rumor profundo que habita dentro do meu Eu, assim como um rio subterraneo.

Alberto Iglesias é o compositor das emoções. Nele reencontro o meu caminho.
Em Eric Satie descubro o vulto do meu ser.

Cada um deles revela partes de mim, e muito curiosamente estabelecem uma geografia do conhecimento em mim. 

Com Iglesias torno-me espanhol, a minha alma lameja despedaçar-se num orgasmo calorento do pó das estradas.
Satie dirige-me para o norte, para uma melancolia que define a minha alma. É uma sensação de frescura bucólica, um poema de Cesario Verde misturado numa cançao de Yann Tiersen.
E Gurdjeff ....dirige-me para o meu centro igneo.

Lembrei me de repente dos 4 evangelistas - Mateus, Marcos, Lucas e João, do seu simbolismo, a aguia, o leao, o touro e o anjo.

Cada um deles me direcciona para diferentes fragmentos dentro do meu Eu, e ao mesmo tempo centram-me neste fragmento unico, que esta na base de todos os outros pequenos eus.


Cada um deles procura revelar-me, cada um segundo uma maneira diferente. Todos me conduzem ao deserto, nesse deserto que procuro encontrar. Num deles é um deserto tórrido, de algum modo conhecido, mas cujo a minha alma deseja se submergir.
outro leva-me a procurar refugio, a buscar no silêncio das catedrais, nas feiras, no mar, a um tecido social que ainda não descobri.
E o ultimo leva-me ao oriente, a uma mistura de sociedade com isolamento, em que as aguas do Bosforo se confundem no deserto do Mestre terreno, a encontrar o Eu doloroso que se revela numa paixao de aridez.




Talvez todos eles despertem algo em todos, porque talvez todos eles tragam de volta a melodia da Vida, a melodia que o dia a dia nos faz esquecer. 







‘Gurdjieff queria – e talvez essa fosse a sua mais alta vocação – despertar o homem comum para esse algo em si mesmo, de que ainda não tem consciência. Como o fazia, só podemos compreender através do seu trabalho.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

there is dirt way under this fingernail



Ás vezes pareço o Leland em relação ás doenças. A ver as mínimas imprecisões, os mínimos sinais....