sábado, 11 de abril de 2020

Diga a porra da verdade, Jeff Foster


Photoshop manipulation - BROKEN MASK DESIGN - YouTube

Já vi milagres acontecerem, quando as pessoas dizem apenas a verdade.

Não a verdade ‘legal’.
Não a verdade que quer agradar ou confortar.
Mas a verdade selvagem. A verdade feroz.
A verdade inconveniente.
A verdade tântrica. A porra da verdade.

A verdade que você tem medo de dizer.
A verdade horrível sobre você
que você esconde para “proteger” os outros.
Para evitar ser “demais”.
Para evitar ser envergonhado e rejeitado.
Para evitar ser visto.

A verdade dos seus sentimentos mais profundos:
A raiva que você tem ocultado, controlado, esquecido.
Os horrores que você não quer falar.
Os impulsos sexuais que você está tentando reprimir.
Os anseios primordiais que você sequer suporta expressar.

Finalmente, as defesas quebram,
e esse material “inseguro” aparece
do fundo do inconsciente.
Você não aguenta mais.
A imagem do ‘bom menino’ ou ‘boa menina’ se evapora.
O ‘perfeito’, o ‘que tem tudo planejado’,
o ‘evoluído’, essas imagens ardem.

Você estremece, sua, chega perto de vomitar,
você acha que pode morrer fazendo isso,
mas finalmente você diz a porra da verdade,
a verdade da qual você tem profunda vergonha.
Não é a verdade abstrata. Não é a verdade “espiritual”.

Não é uma verdade cuidadosamente formulada para evitar ofensas.
Não é uma verdade bem embalada.
Mas uma verdade humana confusa, ardente e inacabada.
Uma verdade sangrenta, apaixonada, provocadora, sensual,
mortal, indomável e não-amenizada.
Uma verdade instável, pegajosa, suada e vulnerável.

A verdade de como você se sente.
A verdade que permite que outra pessoa o veja no estado bruto.
A verdade que provoca um suspiro.
A verdade que faz seu coração bater forte.

Esta é a verdade que o libertará.

Vi depressões crônicas e ansiedades ao longo da vida se dissiparem da noite para o dia.
Vi traumas profundamente arraigados evaporarem.
Vi fibromialgia, enxaquecas ao longo da vida, fadiga crônica, dor nas costas insuportável, tensão corporal, distúrbios do estômago, desaparecem, para nunca mais voltar.

Obviamente, os “efeitos colaterais” da verdade nem sempre são tão dramáticos.
E não entramos em nossa verdade com um resultado em mente.
Mas pense na enorme quantidade de energia necessária
Para reprimir nossa natureza animal,
entorpecer nossa natureza selvagem,
suprimir nossa raiva, lágrimas e terror,
defender uma imagem falsa e finjir estar ‘ok’.

Pense em toda a tensão que mantemos no corpo,
e o dano que causa ao nosso sistema imunológico,
quando vivemos com medo de ‘sair’.

Assuma o risco de dizer a sua verdade.
A verdade que você tem medo de dizer.
A verdade que você teme fará o mundo correr.
Encontre uma pessoa segura – um amigo, um terapeuta, um conselheiro, você mesmo –
e deixe-os entrar. Deixe-os abraçá-lo enquanto você quebra.

Deixe-os amarem você
enquanto você chora, sente raiva, treme de medo,
e bagunça tudo.

Diga a porra da sua verdade a alguém – isso pode salvar sua vida, pode curá-lo profundamente e conectá-lo à humanidade de maneiras que você jamais imaginou.

domingo, 5 de abril de 2020

Que sont devenue les fleurs?

Hoje sai a rua para deitar o lixo fora.
Tinha acabado de chover.
Tudo estava  molhado. Mas nessa frescura olhei as árvores e as flores, e de algum modo vi como frescas estavam.
Não apenas frescas da chuva mas dos próprios ritmos da natureza.
Como se tivessem sido limpas das suas camadas de pós, dos seus pensamentos cristalizados, e agora completamente depuradas de camadas de informação, remetendo-se a sua natureza original.
Como houvesse uma alegria pulsante, de pura aceitação.
Então vi que as flores continuam as suas vidas, as árvores continuam a florescer, o mundo primordial vive da, com e na Natureza.
Somos nós que perdemos a teologia da natureza.
Ficamos obcecados com o pecado, o karma, os dogmas e o tem que ser.
Como se uma rosa pudesse ser diferente de uma rosa.
Até os ritmos de nascimento, maturação, morte são tornados em algo diferente, como se isso não fosse natural em nós.
Como podemos dizer que somos apegados se nem raízes temos, e de alguma forma somos mais apegados que uma flor.
Vivemos o frémito do pensamento como uma fuga do presente, quão ridículo somos. Se somos feitos do pó das estradas, de átomos de estrelas, de configurações celulares naturais porque fugimos deste presente?
Esquecemos o vento, a agua, o sol, enclausuramos-nos em castelos de pedra, projectando sonhos e ilusões que nos parecem reais mas são mais perecíveis e subtis que o éter.
Fingimos que vivemos para simplesmente fugir do Viver.




quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dante Alighieri Quote: “Follow your own star!” (10 wallpapers ...

“O céu inicia os nossos movimentos, não todos na verdade, mas daí não se conclua que, tudo o que fizeres, seja por determinismo, visto que o discernimento do bem e do mal é um lume que te foi dado para modificar aquelas tendências, graças ao teu livre-arbítrio; de modo que, se houveres recebido más influências ao nascer, mais tarde poderás modificá-las se tiveres vontade firme para combatê-las.”

(XVI, 73-79)
Dante Alighieri, “A Divina Comédia”

Previsão Abril

61. Verdade Interior no Tao Oracle
Quando sai a Verdade Interior isto indica que é dentro de nós que reside o trabalho e a jóia.
Trabalhar medos, fobias, receios, dogmas, tudo aquilo que em nós persiste erradamente é o verdadeiro caminho, especialmente agora em que estamos fisicamente limitados, confinados a nós mesmos. 
Esta fuga que tentamos fazer, seja ela, lá para fora, seja para a TV, internet ou o que seja, é sempre uma reacção do ego. O Ego tenta sempre que não conheçamos o nosso interior.
Na verdade o Ego é o senhor da ilusão, dos rancores, do passado, e é ele que não permite que olhemos o mundo com olhos frescos de novidade, de aceitação, de abertura.
Há algo em nós que não está bem, e este deve ser um tempo para esse trabalho interno. É como um grande stop que nos faz olhar para dentro.
E este Abril continua a direccionar-nos para dentro, para casa, para os nossos corações e mentes, para podermos ir além da sociedade e indivíduos que temos sido.
Não serve de nada o pavor, o medo estúpido, o rancor e a ilusão mas sim o direccionamento do nosso ser, para um aprofundamento, para transmutarmos dentro de nós o que já nao funciona.
Nós sabemos sempre o que não funciona nas nossas vidas, a culpa não é exterior, está dentro de nós.

Este Abril volta a direccionar-nos para dentro.
Com Sol em Carneiro desta vez o impulso é para o interior, chega do exterior.
As causas não são, nunca foram, nem serão exteriores.
Dia 4 teremos conjunção de Júpiter e Plutão que pode ser o inicio de um período fértil em novas conjecturas, novas descobertas e novas formas de sociedade. 
No entanto há um aspecto de quadratura com o Sol que indica que será um período de solidão.
Só a 16 de Abril é que Marte deixa a conjunção com Saturno, o que pode indicar o inicio do fim da tensão que temos vivido.
A nunca esquecer que desde 2008 que Urano tem estado a promover mudanças - primeiro no sistema financeiro, na nossa forma de ser. E agora em Touro na nossa segurança, nas nossas estruturas.
Ao mesmo tempo Plutão, senhor da morte e transformação realiza aspectos com Saturno, senhor da restrição, tudo isto em Capricórnio, signo do trabalho, do status, da organização da sociedade.
O que nos parece duro, o que nos parece complicado, na verdade é um processo que tem de ocorrer, porque a sociedade, o mundo como está não pode continuar.
E então aqui estamos, e pelos próximos tempos - estar em casa, estarmos connosco PROFUNDAMENTE, aproveitar este tempo para redefinir as nossas vidas.
Não é fácil, é duro,  não é um castigo, mas pode ser o caminho para uma bênção.



Reprodução


''Imaginando el espíritu como una playa y nosotros la arena, expuestos al viento y el agua, sol tierra sol... Siempre en la playa, suceda lo que suceda estamos en el hogar. Tal vez ahora nos hallamos bajo capas de arena, inmovilizados. Perder la libertad de movimientos puede conectarnos a lo esencial: somos granos de arena. No se espera que salvemos la playa. Tampoco hemos sido expulsadas de ella. Un grano de arena es durísimo y extremadamente brillante; nos parecemos al espíritu. Quizás sea el momento para acercarse a ese brillo interior. Y desatender un poco lo que brilla fuera. Lo necesitamos ahora. Podemos salir de esta experiencia más cercanos a la libertad de Ser. La libertad de actuar acorde a lo que se es. Una acción sencilla, silenciosa y alegre.
Hay quien se está yendo con el océano, al más allá… ¡que las corrientes sean amables! Nos encontraremos de nuevo.''

Alberto Saiz

quinta-feira, 26 de março de 2020

Aspectos planetários (com update)

Dia 31 Março - Conjunção certeira de Marte/Saturno
Pico de energias de violência e restrição.

Dia 4 de Abril - Conjunção Júpiter/Plutão (+ Saturno + Marte)
Tempo de crescimento pessoal. Possibilidade nova e redentora começa a desenhar-se.

Dia 7 de Abril - Fim da conjunção Plutão/Marte
Já com Marte em Aquário pode ser um aspecto do inicio da dissolução das tensões que temos vivido nas ultimas semanas.

Dia 16 de Abril - Fim da conjunção Marte/Saturno
Fim de um período critico

Dia 5 de Maio - Nodo Norte transita de Caranguejo para Gémeos
Do período de fechamento/isolamento para um periodo de comunicação e abertura




terça-feira, 24 de março de 2020

Previsão próximas semanas

A Carta da desintegração revela-nos algo que ocultamos da nossa consciência - a morte.
Se olharmos para a natureza reparamos como tudo é extremamente normal - todos os dias milhares de células dos nossos corpos morrem, as folhas das árvores caem, uma planta apodrece.
Tudo é singelo, natural.
Aliás quando uma iogurte está fora do prazo ou estragado simplesmente deitamos fora.
No entanto nas nossas relações, na nossa saúde, no nosso trabalho, sentimos um choque.
A morte rebenta a nossa estrutura egoica. Somos seres de apego.
De alguma forma nós passamos a vida toda a ignorar, a esquecer, a mentir, a tapar, essa realidade que é a desintegração.
É um processo tão natural como a própria natureza de tudo.
Se o velho não fosse, o novo não viria.
Quando esta carta sai, ela não significa apenas morte fisica que se aproxima, mas a morte de Estruturas, do velho mundo, de muitas concepções.
Deixemos-nos levar por essa desintegração e fraccionamento. Chegou a altura de nos nossas próprias vidas deixar de lado o que é velho - as ideias, os sonhos, as criticas, os dogmas.
É uma altura propicia para deixarmos levar aquilo que nunca nos levou a lado nenhum.
E neste processo catártico global que estamos a viver, não vivenciar apenas o drama mas a própria natureza de tudo.
Isto é natureza. Isto é o material do qual somos feitos.


Não é o momento de nada. Quietude, choro, aceitação.
Repensar para no futuro ressemear.

quarta-feira, 11 de março de 2020

O que esperar desta pandemia?


Diz-nos Ma Deva Padma :
Da mesma maneira que a Natureza se desenvolve em ciclos de contracção e expansão, assim também é a trajectória do ser humano. Nos períodos de opressão pode experimentar-se como estando encerrado numa cela escura sem janelas ou sequer uma porta. E nestes momentos é particularmente importante confiar na sua luz interna. Só com a ajuda dessa luz podes encontrar a fortaleza para atravessar circunstancias opressivas sem lutas pouco necessárias e ineficazes. E com a ajuda dessa luz podes também evitar cair no desespero.
As circunstancias difíceis são a forma da vida provocar um salto de um nível de consciência a outro. Apesar dos tempos difíceis poderem fazer-te sentir que a vida está enraivecida contigo, não é assim. Pelo contrário, a existência nunca é hostil, mas nos provê de restrições que, se as recebermos e servirmos delas, podem ajudar-nos a fortalecer as qualidades internas para o nosso desenvolvimento e expansão.
Se queremos prosperar e alcançar a maturidade, devemos encontrar fortaleza e determinação interna para seguirmos evoluindo,  até que superemos o obscuro e difícil. Neste processo, aprendemos a ser flexíveis quando é necessário, e a aproveitar as oportunidades para a expansão quando surgem.
Não importa quais sejam as circunstancias opressivas a que tenhas que fazer frente agora, lembra-te que há uma luz oculta dentro da escuridão. 
O pictograma taoísta conhecido como Yin e Yang representa esta interacção intima entra luz e escuridão, expansão e contracção, actividade e descanso. A contemplação deste símbolo mostra-nos que a dinâmica essencial da vida é a Mudança, e que todos os opostos aparentes estão irrevogavelmente interrelacionados. Cada um deles sustenta e converte-se no outro.
Na Noite mais escura já começa a iniciar a luz, e na luz há uma semente da escuridão.