domingo, 25 de dezembro de 2011

Frases para Mim mesmo




Pior que não terminar uma viagem é nunca partir.
Amyr Klink


O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
Cora Coralina


Uma longa viagem começa com um único passo.
Lao-Tsé


A Verdadeira viagem não está em sair a procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos
Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo. 

Não deixaremos de explorar e, ao término da nossa exploração deveremos chegar ao ponto de partida e conhecer esse lugar pela primeira vez.
T. S. Eliot


Se você não tem força para impor seus próprios termos à vida, você deve aceitar os termos que ela lhe oferece.

Os únicos presentes do mar são golpes duros e, às vezes, a chance de sentir-se forte.
 Eu não compreendo muito o mar mas sei que as coisas são assim por aqui.
 E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte; confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana. 
Enfrentar a pedra surda e cega a sós sem outra ajuda além das próprias mãos e da cabeça."

Christopher McCandless

sábado, 24 de dezembro de 2011


Feliz Natal a todos !!

e um abraço apertado a todos os meus amigos



'' onde raio terá posto o meu dono a prenda de natal ??''

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cinema, Tv e Esoterico - conversa com Antonio de Macedo


ESTELA - O António de Macedo é uma figura bem conhecida, como cineasta. E também como autor de romances de ficção científica, como um dos fundadores da SIMETRIA (http://simetria.esoterica.pt/), e organizador dos Encontros de Ficção Científica & Fantástico de Cascais, etc.. Tem tido intervenções na rádio e na televisão, e além disso é professor. Por isso, gostava que nos falasse ao menos de algumas das suas longas metragens, marcos importantes no cinema português.

ANTÓNIO DE MACEDO - Nem sei por onde começar - talvez pelo fim! Como consequência de um sistema corrupto de apoios financeiros do Estado ao cinema português, vulgo "subsídios",


com uma legislação armadilhada para favorecer o "clube dos favoritos" do qual estou obviamente e saudavelmente excluído, há quase dez anos que sou sistematicamente ostracizado e impedido de filmar... O meu último filme de longa-metragem, *Chá Forte Com Limão*, de 1992-1993, é dedicado a Karen Blixen, autora dos extraordinários *Sete Contos Góticos*, e na aparência é uma "ghost story" victoriana (passa-se em 1870). No fundo é muito mais do que isso, claro, o macabro e os espectros são só "cenário", o filme vai descrevendo sucessivas etapas de geração-degeneração-regeneração, são etapas iniciáticas de quem foi "ao lado de lá" e ao voltar a este mundo descobre que este mundo é só esquecimento, e que a verdadeira memória é a memória da Casa do Pai, cuja luz ofusca todas as inúteis frivolidades dos grandes-pequenos dramas terráqueos.

ESTELA - O António de Macedo também é um homem da televisão. Nota muita diferença na televisão para a qual realizou programas e na que se faz agora?


ANTÓNIO DE MACEDO - Uma diferença abissal! Televisão, agora, não faço: só vejo, e pouco; quando comecei a fazer filmes e programas para TV foi nos anos 60 do século XX, ainda era a preto-&-branco e a TV era um mar sem ondas quando comparada com os alucino-psico-frenesins dos dias de hoje. Nos anos 60 limitei-me a executar uma encomenda de dois telefilmes de 12 minutos cada, um sobre o poeta Afonso Lopes Vieira e outro sobre Fernão Mendes Pinto, além de mais uma série de 12 pequenos filmes semi-ficcionados sobre a prevenção dos acidentes no trabalho. A partir de 1974, com a liberalização democrática e a abolição da censura, fiz dezenas e dezenas de telefilmes documentais sobre o que se convencionou chamar, na altura, "filmes de intervenção": documentos com uma duração que variava entre os 25, os 40 e os 50 minutos, abordando tudo o que de escaldante se estava a passar por esse país fora, por exemplo: ocupações de terras e de fábricas pelos trabalhadores, manifestações sócio-políticas, expressões espontâneas de teatro popular em aldeias longínquas, a independência das ex-colónias, velhas profissões em vias de extinção, cooperativas de tudo, inclusive de ópera, aparecimentos de OVNIs em Portugal, séries sobre a protecção à criança, recuperação de deficientes, colecções de bonecas, informação científica, programas sobre teatro profissional, etc. etc. - A partir dos anos 80 as encomendas da RTP foram rareando e fixei-me mais nos filmes de longa-metragem.
 Quanto à TV de hoje... realmente, não tem nada a ver com a desses saudosos e agitados tempos. Hoje privilegiam-se os "reality shows" e os "big Brothers" numa curiosa inversão do "sentido" do espectáculo: os principais intérpretes e intervenientes já não são actores (excepto em intermináveis telenovelas que estão sempre a serrar o mesmo presunto), mas os próprios espectadores que saltam alegremente para o "lado de dentro" do pequeno ecrã e vão expor as suas mazelas domésticas ou exibir reais ou supostos dotes histriónicos. Perdeu-se e perverteu-se o lado "sacro" do mistério da "arte do espectáculo" para ficar apenas a vulgaridade e o super-efémero. Ou seja, em vez do "fogo" criativo", que dá calor e luz, só ficou a fumaça, que engasga e cega...


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

LEUVIAH exorta:

"Dei poder à tua sensibilidade, não para te satisfazeres com os prazeres do instinto, mas para poderes captar a beleza de um mundo onde o homem ainda não chegou.
Abri a chave da tua memória das vidas, não para evocares a recordação de orgias irrisórias, mas para poderes recolher do teu passado o testemunho vivo da eternidade.
Defende-te da nostalgia e das evocações do que foi e projeta as tuas forças interiores, com vigor, em direção ao futuro.
Eu quero que sejas, Peregrino, um vivo modelo do homem de amanhã, desse homem que ultrapassará a sua condição atual.
A Humanidade prepara-se para criar Universos e de ti devem sair, através daficção artística, as obras que terão o sabor desses Mundos futuros.
Lança em direção a Mim o cabo e o laço das tuas aspirações e Eu ligar-te-ei à Região dos Arquétipos, para a Personalidade Humana poder exprimir ao mesmo tempo uma nova arte, uma nova ciência e uma nova religião".



Quem Sou?

Dizer quem sou é um desafio. Um desafio porque tento descobrir isso todos os dias da minha vida.
Percebi que resumir-me aos dados do bilhete de identidade, ás qualidades e defeitos, amizades e preferências, historia de vida e reacções, não revelam o meu Eu.

São apenas rabiscos, traços feitos á superfície da agua.

Quem eu Sou tenta revelar-se pelo que sinto, pelo que sonho, pelo meu percurso.

Há muitos anos que me procuro a mim mesmo. Encontro-me muitas vezes por ai....perdido em largos campos, nos becos das grandes cidades, numa musica que me traz desconforto e alegria, em sensações e emoções, e essencialmente quando me desafio, quando desafio a minha consciência mais embrutecida e temerosa.

É aí que as potencialidades se revelam, é ai que sinto o caminho que sou.

Todos nos temos historias de vida diferentes. Passamos todos por sofrimentos e alegrias, traumas e vitórias, sonhos e  pesadelos. Isso não é Quem Somos. Nós somos é o resultado, a reacção da nossa presença a essa historia, a esse cenário...

Acredito que todos vivemos muitas vidas, e em cada uma delas representamos um papel diferente, mas não porque escolhemos esse papel como um actor escolhe, mas sim porque nos perdemos na identidade dessa caracterização...  Somos no fim, os mesmos seres, a passar por experiências diferentes, a termos reacções diferentes, mas com o mesmo background interno, e é esse background interno a que podemos chamar de Eu ou Alma.

Em todas as vidas, temos novos adereços, novas historias, mas como um actor numa peça, por detrás da personagem, por detrás daquela historieta está sempre o mesmo ser.

Um dia contactei uma angeóloga. Confesso que é algo desapontante se vamos em busca de respostas fáceis, de planos para o amanhã, porque o que acontece é nos revelarmos a nós mesmos.

Ela entregou-me um papel, que tinha uma oração e uma exortação. E foi ai que percebi as imensas semelhanças que haviam entre aquele anjo e a parte mais interna do meu ser.

Sou sensível. Confesso o directamente, ainda que muitas vezes não a expresse. Acredito que essa sensibilidade é aquilo que me ajuda a criar histórias, é o que me torna a vida tão difícil também e ao mesmo tempo me traz orgias de emoções e sensações perante situações a que outros não dariam qualquer valor.

O passado para mim tem um sabor agridoce. Apesar de ter tido experiências horriveis na infância e adolescência  também tive acontecimentos incríveis, conheci pessoas que me tocaram a alma para sempre, sofri e amei, chorei e valorizei as alegrias. O passado é para mim um monstro, que muitas vezes me agrilhoa ainda, ou não sejam as evocações que desejamos para o futuro um resultado do sentimento obtido nas evocações do passado, para o bom e para o mal.

Sou, sinto-me Peregrino. Tenho em mim esse sonho. Caminho muitas vezes, fora de mim e dentro de mim. Perco-me nas planícies andaluzas e nos penhascos galegos, nos caminhos tibetanos e nas vielas turcas.
Estou sempre a viajar, a criar, a caminhar.....em direcção a mim.

Não andar, que é o que tenho feito ultimamente é uma dor perniciosa, já que revela internamente á minha alma que não me descubro mais, que não estou a viver, que estou fechado dentro da minha carapaça qual caranguejo ferido.

Repito-o, sou um homem de ficção.  Mesmo que nos últimos anos não o faça profissionalmente, sei indeletavelmente que é uma parte permanente de mim. Imutável, junto dos meus sentimentos, volátil a qualquer emoção e situação. Essa ficção acontece também como forma de vida, preferindo muitas vezes a vida sonhada e ficcionada á vida vivida e real.

Sou um pouco um alquimista, que trabalha com arte, numa nova ciência em prol da religião. Sou um escritor, cientista, naturopata, espiritualista....
Sou alguém que procura revelar-se sempre a si mesmo, porque no fundo, mesmo nas situações, nos outros, na vida estamos sempre a procura de Nos Mesmos...


Oração a Leuviah :


Limpa, Senhor, a minha memória inconsciente de todos os elementos poluentes; afasta dos meus sonhos as imagens, assustadoras ou monstruosas e faz que as minhas projecções imaginativas tenham um sentido e, graças a elas, os meus irmãos, os homens, possam perceber um Universo sem fronteiras, no qual o passado ancestral dá a mão a um futuro resplandecente.

Permite, Senhor LEUVIAH, que eu encontre o ponto de equilíbrio entre a minha realidade física e a minha realidade imaginativa para poder ser o programador de um mundo situado, hoje, para além do Humano.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Fechar uma porta...

Desde que o meu pc avariou que tenho reflectido bastante sobre o objectivo do meu blog.
E acredito que actualmente ja nao serve nenhum dos propositos com que foi criado.

Ha alguns anos atras, tive 2 blogs, um sobre ciencia e espiritualidade e outro sobre cinema. A certa altura resolvi fundi-los num so.

Creio no entanto que esta etapa se encerrou, bem como todos os blogs que mantinha adjacentes (Halugenesis).
Como tal procedo ao fecho do blog.
Ele ficara online durante os proximos tempos, mas nao o actualizarei.
Se e quando decidir formar algo, ou mesmo retomar a actividade, eu informarei.

A todos os meus amigos, vamos nos encontrar nos locais de sempre.
Aos leitores, um profundo agradecimento, por terem aguentado as minhas indignaçoes, lamurias, sonhos e crenças.
A todos, um abraço....

Continuo a seguir a jornada, bem como voces....

Iniciei este blog com um texto de Paulo Coelho, é de bom tom fecha-lo do mesmo modo. Espero ter sido util!!

"A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal - aquilo que, segundo os antigos alquimistas, é a nossa verdadeira missão na Terra.
 Na largada, estamos juntos - compartilhando camaradagem e o entusiasmo. Mas, á medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: ao cansaço, à monotonia, às dúvidas sobre a nossa propria capacidade. Reparamos que alguns amigos já desistiram no fundo dos seus corações - ainda estão a correr, mas apenas porque não podem parar no meio da estrada.
Este grupo vai ficando cada vez mais numeroso, com todos a pedalar ao lado do carro de apoio - também chamado Rotina-, onde conversam entre si, cumprem as suas obrigações, mas esquecem-se da beleza e dos desafios da estrada.
Nós acabamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta. Num dado momento, depois de alguns tombos, sem ninguém por perto para nos ajudar, acabamos por nos perguntar se vale a pena tanto esforço...
Sim, vale; é só não desistir."


Uma vez uma mestra angeologa olhou o céu, os Alpes e disse:
- Como posso ser feliz se existe tanto sofrimento??
Nesse instante uma Voz fez-se presente e respondeu-lhe:
- Precisamente, por haver tanto sofrimento no mundo, Tu tens que ser Feliz!

Maranatha

Basta Cazzate

Entrou de repente, já era noite Tu viste-a e pensaste que era a hora Diz-lhe que já não consegues viver sem Sem ela Chega de merdas, che...